segunda-feira, 18 de novembro de 2013
Receita para a felicidade: Vencer
Os resultados de Criciúma e Fluminense me deixaram preocupada com a situação da Portuguesa. Sobrou para a Lusa apenas uma opção: Vencer.
O domingo não era dos mais animadores. Fazia frio e ameaça garoar a qualquer momento. A melhor opção era ficar em casa me esconder debaixo das cobertas, preparar uma pipoca e assistir o jogo da Lusa no PFC.
Mas na TV, o Fluminense empatava com o São Paulo e o meu desespero só aumentou. Não iria conseguir ver a Lusa pela TV e parti para o Canindé. Eu assistindo jogos da Lusa, no Canindé, pela TV? Só em situação extraordinárias. E a preguiça não era uma destas situações.
O Canindé é praticamente a minha casa. Só o ambiente já me deixa mais animada.
Fiz uma boa troca. Ficar no sofá seria a maior tortura de todos os tempos.
Após os gols, o domingo cinzento, tanto no céu, quanto no uniforme da Portuguesa, foi substituído pelo verde e vermelho e a alegria da arquibancada.
Dois gols lusitanos acabaram com o meu desânimo e alegraram o meu fim de domingo. A vitória diante do Atlético-MG me fez respirar. Como é bom ficar um pouco mais distante da Série B.
Poucas coisas nesta vida, me fazem tão bem quanto uma vitória da Lusa. A vitória é a receita para a minha felicidade.
Outro dia eu disse por aí, que não dava para ser feliz torcendo pela Portuguesa. Eu menti. Dá para ser muito feliz sim.
Agora, só mais uma vitória, Lusa, querida...
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segunda-feira, 11 de novembro de 2013
Não me faça torcer pelo Curintias!
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| Foto: Léo Pinheiro |
Corri para a saída, o Coritiba bateu o escanteio, o juiz iria dar mais seis minutos de acréscimo. Fui embora com uma dor no coração de não ver os minutos finais do jogo. No carro ainda tinha a esperança da vitória, mas terminou 0 a 0.
“Pelo menos não perdemos”, lamentou meu pai. Meu vó reclamava de tudo, da falta do Luis Ricardo, do juiz que não marcou as faltas para a Lusa, da falta de sorte dos atacantes lusitanos e até do título dividido de 73. Eu reclamava que estava com pressa e que jogo às 19h30, de sábado, é um crime para quem pretende sair.
Mas nós três fomos unânimes: Torcer pelo Corinthians, jamais! Ficou pré-estabelecido que nossa torcida seria contra o Fluminense e Vasco. E que é um sacrifício grande demais torcer para dois times que odiamos só por que a Portuguesa foi incompetente e não conseguiu vencer o Coritiba e os jogos anteriores.
Não é justo eu ter que torcer para um time que eu odeio. A Portuguesa tem que entender e fazer a parte dela sem precisar de ajuda de ninguém.
A Portuguesa tem que entender que ganhar do Corinthians é legal e mais legal ainda quando é de 4 a 0 e torcer para ele vencer qualquer outro adversário não é legal. E isto vale para Santos, São Paulo, Palmeiras e qualquer outro time.
A Portuguesa precisa entender que depender do outro não é legal nunca. E esta é a lei da vida para as pessoas, no futebol e para tudo. Seja independente, porque nem sempre vai ter alguém para dar uma mãozinha amiga. É aquela coisa, se quer bem feito, faça você. Mas a Portuguesa segue a cartilha do “deixa para a próxima rodada ou para os adversários”.
No dia seguinte, fui para a maratona futebolística de domingo com a calculadora na mão. Vi o jogo da Ponte Preta, depois o Santos. A vitória parecia fácil para o time da baixada, mas surpreendentemente, com a força da torcida, o Vasco conseguiu empatar o jogo. No outro canal, pênalti para o Corinthians. Pato bateu e acertou. Enfim... acertou o pênalti que precisava e na hora que precisava.
É difícil comemorar o gol do Corinthians. Mas neste caso eu ri. Ri porque beneficiou a Portuguesa, mas principalmente porque colocou o Fluminense na zona de rebaixamento. E o Fluflu é o time que mais merece cair para a B ou até mesmo direto para a C. O Fluminense tem um dívida na Série B e parece que chegou a hora de pagar. E se sobrar uma grana, pode pagar a fatura do meu cartão de crédito.
Mas vamos voltar para a nossa realidade rubro-verde: A Portuguesa está caminhando para o fim do campeonato sendo a Portuguesa de sempre. Aquela que mata meia dúzia de torcedores por rodada e que só vai decidir a permanência ou a queda na última rodada.
E eu peço encarecidamente para a Portuguesa fazer a parte dela porque eu não pretendo torcer para o Corinthians (ou qualquer outro time) nas próximas rodadas.
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quarta-feira, 6 de novembro de 2013
sábado, 2 de novembro de 2013
Lembranças do Morumbi
Para chegar na nossa entrada do Morumbi pega a Giovanni Gronchi, sobe a rua, que é logo ali.
É a mesma entrada de 73? Vô, eu não estava viva em 73, mas é a mesma entrada do jogo do Campeonato Paulista.
Lembra quando viemos ver Brasil e Argentina aqui? Dois mil e quanto? Não sei, o Brasil ganhou. 3 a 1, não foi? O primeiro gol foi do Alex. O Brasil tinha o Vampeta e o Luxemburgo era o treinador. Acho que foi o jogo mais lotado da minha vida.
Tem um ingresso sobrando aí? Não. Também não. O vô entra de graça é a história viva da Portuguesa, disse um rapaz passando. E lá vai o vô contar sobre a inauguração do Morumbi e a tal entrada que ele se referiu em 73.
Lembra do jogo do Castrilli, a torcida da Lusa ficou no mesmo lugar, mas os corredores eram lotados de corinthianos. Eu lembro, na saí revoltada, chorando e xingando todo mundo. Nem me importava com a multidão de gambás ao meu redor.
Lembra qual foi a última vitória da Lusa no Morumbi. Foi em um Campeonato Paulista, 3 a 1, eu acho. Primeiro jogo do Campeonato, 2009 ou 2010?
Lembro que as últimas vezes que estive aqui. A Lusa só perdeu.
Gol do São Paulo.
Gol da Lusa. Quem fez?
Luis Ricardo?!
Quem é Marcelinho???
Olha o Lauro fazendo cagada. PQP, Lauro! Nãoooo!
Lembra da última vitória da Lusa no Campeonato?
Lembro que a Lusa está próxima a zona de rebaixamento.
Avisa os jogadores que eles precisam ganhar a próxima partida.
Lembra o presidente de pagar os jogadores...
É a mesma entrada de 73? Vô, eu não estava viva em 73, mas é a mesma entrada do jogo do Campeonato Paulista.
Lembra quando viemos ver Brasil e Argentina aqui? Dois mil e quanto? Não sei, o Brasil ganhou. 3 a 1, não foi? O primeiro gol foi do Alex. O Brasil tinha o Vampeta e o Luxemburgo era o treinador. Acho que foi o jogo mais lotado da minha vida.
Tem um ingresso sobrando aí? Não. Também não. O vô entra de graça é a história viva da Portuguesa, disse um rapaz passando. E lá vai o vô contar sobre a inauguração do Morumbi e a tal entrada que ele se referiu em 73.
Lembra do jogo do Castrilli, a torcida da Lusa ficou no mesmo lugar, mas os corredores eram lotados de corinthianos. Eu lembro, na saí revoltada, chorando e xingando todo mundo. Nem me importava com a multidão de gambás ao meu redor.
Lembra qual foi a última vitória da Lusa no Morumbi. Foi em um Campeonato Paulista, 3 a 1, eu acho. Primeiro jogo do Campeonato, 2009 ou 2010?
Lembro que as últimas vezes que estive aqui. A Lusa só perdeu.
Gol do São Paulo.
Gol da Lusa. Quem fez?
Luis Ricardo?!
Quem é Marcelinho???
Olha o Lauro fazendo cagada. PQP, Lauro! Nãoooo!
Lembra da última vitória da Lusa no Campeonato?
Lembro que a Lusa está próxima a zona de rebaixamento.
Avisa os jogadores que eles precisam ganhar a próxima partida.
Lembra o presidente de pagar os jogadores...
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quinta-feira, 31 de outubro de 2013
Asso o quê?
Federação Paulista de Futebol mostrando todo charme, competência e analfabetismo.
O Campeonato Paulista promete ser emocionante.... Só que não.
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
Quer pagar quanto?
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| Foto: Léo Pinheiro |
Foi mais ou menos o que aconteceu com a Portuguesa. Um empresário, que compra mando de jogos, resolveu comprar os mandos da Lusa.
Na primeira vez deu certo. A grana chegou, a Lusa venceu por 4 a 0 o Corinthians e o time rubro-verde voltou para São Paulo rindo e o presidente com a grana no bolso. E a torcida ficou feliz da vida. E no fim da história, todos viveram felizes para sempre.
Não satisfeito em vender um jogo, o presidente da Lusa, que se diz esperto, foi lá e disse para o empresário: Lusa e Flamengo, quer pagar quanto? O empresário ofereceu quinhentos ou seiscentos mil reais, sei lá, pouco me importa, mas o importante é que o presidente da Lusa aceitou e levou o mando para Fortaleza.
A Lusa, que precisava dos três pontos para fugir do rebaixamento, apenas empatou. A torcida, que queria ver o jogo no Canindé, viu pela TV e os jogadores foram obrigados a jogar em um calor dos infernos e de preto. Uma combinação perfeita para uma tragédia Portuguesa.
Aí você pensa que o empate foi a maior tragédia do domingo rubro-verde, né? Não.
Quando a oferta é muito boa, não é melhor desconfiar? Como é aquele ditado? Quanto a esmola é muito grande até o santo desconfia. Não é isso?
O empate seria a maior tragédia, se a Lusa tivesse recebido o dinheiro.
Por ironia do destino, o empresário que ofereceu a grana para o presidente, fugiu, sumiu, desapareceu e deu o calote no esperto presidente da Portuguesa.
Madrugada de domingo para segunda-feira, o gênio do presidente lusitano estava na delegacia cobrando pela grana e por todos os direitos do contrato.
Enquanto isso, os jogadores se preparavam para retornar para São Paulo. Jogadores que também sofreram o calote do presidente inteligente.
Parece que o calote está na moda. E como fica tudo isso? Não sei, eu dormi, e também não quero me envolver com medo de tomar um calote.
Paguem a Portuguesa, paguem os jogadores e se sobrar, eu também aceito um trocado!
E com toda essa tragédia lusitana, eu só posso cantar Lou Reed:
“Sunday morning and I'm falling
I've got a feeling I don't want to know
Early dawning, Sunday morning
It's all the streets you crossed, not so long ago
Watch out, the world's behind you
There's always someone around you who will call
It's nothing at all”
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domingo, 27 de outubro de 2013
Lusa 0 X 0 Flamengo
Eu não consigo pensar no jogo horrível contra o Flamengo. Eu só consigo pensar no Lou Reed e em uma das músicas mais lindas do mundo.
Estamos longe do Z4, então o dia foi quase um "Perfect day".
"You're going to reap just what you sow."
Estamos longe do Z4, então o dia foi quase um "Perfect day".
"You're going to reap just what you sow."
sábado, 26 de outubro de 2013
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