segunda-feira, 29 de setembro de 2014

E nasce o Boteco da Lusa - O livro que veio do blog

Livro reúne uma seleção de crônicas e cartuns sobre a Portuguesa

BOTECO DA LUSA – O LIVRO QUE VEIO DO BLOG apresenta 22 histórias e 25 cartuns sobre os melhores e piores momentos da história recente do time rubro-verde.

Há quase sete anos que aquele papo descontraído de boteco, pré e pós as rodadas dos campeonatos mais importantes do mundo para a Portuguesa, foi parar no blog Boteco da Lusa. E de lá pra cá, e os autores registraram em textos e desenhos um turbilhão de emoção das longas e sofridas partidas da equipe rubro-verde.

Vitórias, empates e algumas decepções. Lágrimas de pequenas e grandes vitórias, choro de algumas derrotas e a emoção de um empate no fim da partida. Algo único que só o torcedor lusitano consegue sentir.  Um misto de orgulho com paixão.

O que era para ser um blog para os amigos de boteco virou um ponto de encontro da torcida lusitana, e agora, do blog, vai para as páginas de papel. Acaba de nascer o Boteco da Lusa - o livro que veio do blog, reunindo as mais divertidas e dramáticas crônicas e cartuns publicadas neste quase sete anos de arquibancada, bar e estrada do Boteco da Lusa.

O lançamento do BOTECO DA LUSA – O LIVRO QUE VEIO DO BLOG será no dia 02 de outubro, às 19h, no bar São Cristóvão, Rua Aspicuelta, 533, Vila Madalena. O torcedor lusitano ou o colega do time adversário que comprar o livro, no dia do lançamento, vai concorrer a uma camisa oficial da Portuguesa.

Autores
Michelle Abilio
Contadora de história, jornalista e nas horas vagas corneteira. Cresceu, acompanhada do vô, pai e irmãos, na arquibancada do Canindé. Aprendeu a xingar o juiz antes de falar “bom dia”. Apaixonada por tremoço, bacalhau , caipirinha e sol. Sonha em ter um boteco e ver a Portuguesa brilhando nos grandes estádios de arquibancada de concreto do mundo.

Paulo Batista
Cartunista, ilustrador, editor e torcedor da Portuguesa. Desenha desde criancinha e frequenta o Canindé desde que o estádio foi inventado.  Também publica histórias em quadrinhos no blog Ô-criatura (www.blog-o-criatura.blogspot.com).


Título: Boteco da Lusa – O Livro que veio do blog
Autores: Michelle Abilio e Paulo Batista
Gênero: Crônicas e cartuns
Páginas: 96
Formato: 14 X 14 cm
ISBN: 978-85-68186-00-8
Editora: PB Editora
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Lançamento: 02/10 - 19h
Endereço: Bar São Cristovão - Rua Aspicuelta, 533, Vila Madalena, São Paulo    
Boteco da Lusa - www.botecodalusa.com
Emails: contato@botecodalusa.com; michelleast@gmail.com; artepbatista@gmail.com

Amigos, apareçam!

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Esperando pelo gol

Mais um empate da Lusa. Mais um empate chatíssimo da Portuguesa. O que esperar para os próximos dias? Para as próximas rodadas? A Série C é uma realidade? O que será da Portuguesa na Série C? Caminhamos para um fim? Ou podemos pensar em um renascimento? O que será da gente o ano que vem? O que será dos meus dias com a Lusa na Série C?

A vida do torcedor da Lusa nunca foi confortável. Vivemos muito longe da zona de conforto e quando estamos no paraíso desconfiamos que alguma coisa de errado está acontecendo. E assim segue os nossos dias, semanas, meses e anos vestindo a camisa da Lusa. E independente do resultado, estamos lá na arquibancada, ou com o radinho no ouvido, ou ligado na internet esperançosos por um gol da Portuguesa.

Confiança é nosso lema, mesmo nas fases mais difíceis. E talvez, este é o momento mais difícil da vida do torcedor lusitano. E mesmo neste inferno de mais um rebaixamento, o pior da história, vestimos a camisa.

A única certeza que temos é que não iremos abandonar a Portuguesa. Aqui na Série B, ali na Série A ou na Séria C, a camisa e o radinho sempre estarão em mãos aguardando pelo próximo grito de gol.

E aguardamos para comemorar mais um gol da Lusa.


E nunca é demais lembrar do lançamento do Boteco da Lusa - O Livro que veio do blog, um gol da torcida da Portuguesa. 


Data:02/10
Endereço: Bar São Cristovão Bar - Rua Aspicuelta, 533, Vila Madalena, São Paulo

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Mundinho rubro-verde

Crédito: Léo Pinheiro 
Enquanto o mundo prestava atenção no Centenário do Palmeiras, no debate dos presidenciáveis ou na novela da Globo, eu estava ali, no meu mundinho, sofrendo com Portuguesa e Vila Nova.

E no meu mundinho, o jogo entre Portuguesa e Vila Nova era a coisa mais importante da semana.

A vitória tiraria a Lusa da lanterna e deixaria os torcedores da Portuguesa menos aflitos. A derrota seria o suicídio para a Série C.

E no meu mundinho particular acompanhei lance a lance, aflita e desesperada, todos os minutos do jogo. Minha vontade era de entrar em campo e marcar para a Portuguesa. Ou de gritar no ouvido de cada jogador: Vamos jogar, porra! Precisamos vencer!

Já desanimada e acreditando que o “clássico dos lanternas” terminaria em 0 a 0, fui buscar uma cerveja. E dali, do outro lado, ouvi o grito de gol. Corri. Era da Lusa. Era o gol que podia tirar a equipe da lanterna.

Aquele momento o jogo poderia acabar, mas só estava no início do segundo tempo.  A partida durou uma eternidade, tão longo quanto uma disputa de tênis entre Nadal e Djokovic. Talvez até mais chato, e aos 33 minutos o Vila Nova conseguiu empatar com a Portuguesa.

O pesadelo da lanterna voltou a reinar no Canindé e no meu mundinho, mas quando não tinha mais esperança, e já apagava a luz para sair de cena, Gabriel Xavier, o autor, craque, artilheiro, lindo, e melhor jogador do mundo, foi lá e marcou o segundo para a Portuguesa.

Apito final.  E a vitória mais importante do mundo aconteceu, e até a próxima terça-feira,  teremos um pinguinho de esperança em permanecer na Série B, mesmo continuando na zona de rebaixamento. Mas uma vitória anima a torcida. Sonhei até com a Libertadores.

Fim do primeiro turno, mas não o fim do sofrimento. Que venha o segundo turno e o desespero.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Bonitinha, mas ordinária

Era um domingo de Série A, dia de jogo da Portuguesa.  A equipe rubro-verde iria enfrentar a Ponte Preta, em Campinas, pela 37ª rodada do Brasileiro.

O time de Campinas já respirava a Série B. A Portuguesa precisava vencer para permanecer, com uma rodada de antecedência do fim do torneio, na Série A.

A Portuguesa entrou em campo naquela linda tarde de domingo e venceu a Ponte Preta por 2 a 0.

Comemorei aquela vitória como se fosse um título.

Por todas as dificuldades que a Lusa passou em 2013, com elenco fraco, falta de grana e ano de eleição, arbitragem contra e mais um milhão de problemas que fazem parte da história rubro verde,  permanecer na Série A, foi um milagre. E  foi justa a minha comemoração. Foi comemoração da sobrevivência.

Na semana seguinte: Mais um domingo de sol e de Série A. No Canindé, a Lusa entrou em campo contra o Grêmio para cumprir tabela. O jogo passaria batido e nem deveria ser lembrado. Foi um típico jogo da equipe rubro-verde, horrível. A Lusa empatou em 0 a 0. Naquele dia, todas as atenções estavam voltadas para Atlético-PR 5 x 1 Vasco e terrível briga no estádio em Joinville.

E assim terminou o domingo e o Campeonato Brasileiro de 2013. Vasco, Ponte, Náutico e Fluminense dormiram na Série B.

Dias depois, se não me engano, 24 horas depois, a notícias sobre o jogo sonolento, contra o Grêmio, que nem deveria ser lembrado, se espalhava pelas redes sociais, na minha vida e tirou meu sono. Virou um pesadelo.

E para não ser repetitiva, todo mundo sabe o que aconteceu e eu não vou lamentar mais uma vez.

De dezembro pra cá, a Portuguesa foi a vítima, a vilã, a dona da história. Hoje, eu resumo toda a história lusitana como: Bonitinha, mas ordinária.

A Portuguesa é vítima da própria Portuguesa. E hoje, sem medo de errar e com dor no coração, sei que ela é a maior responsável pela situação que vive.

Não tem dinheiro, não tem equipe, não tem direção e não tem dignidade. A Portuguesa perdeu pela desorganização dela, pela ganância dos dirigentes, a Portuguesa se vendeu para o sistema.

Dificilmente a Lusa vai ter forças para reagir de uma situação tão negativa. E pense bem: Ela quer sair desta situação? Parece que não.

 Não existe perspectiva dentro do clube e boa parte da torcida cansou.

O grande erro da Portuguesa foi abrir mão do que ela tinha de mais valor: a dignidade.

Grandes clubes já caíram para a Série C e deram a volta por cima.  Eu gostaria muito de ver a Lusa ressurgindo das cinzas, mas quanto mais eu fico sabendo das coisas da Portuguesa, a única perspectiva é de queda livre e sem volta. Não sou pessimista, sou realista. Mas falta brio para a Lusa dar a volta por cima. E por vir os melhores técnicos e jogadores do mundo que o problema não será resolvido.

Sonho com mais tardes de domingo e Série A, mas toda noite, acordo com o pesadelo da Série C. A “bonitinha, mas ordinária” está colhendo o que plantou durante os últimos anos.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

A minha Copa das Copas

É muita pretensão falar que fui a pessoa que mais aproveitou a Copa do Mundo no Brasil.  Mas aproveitei a Copa “pra caralho”, me diverti muito e curti todos os momentos possíveis que a Copa pode me proporcionar.

Não abracei a Copa logo de início e demorei meses para cair na real que a Copa estava batendo na minha porta. Quando dei conta que a Copa estava no meu quintal, restavam poucos ingressos e comprei para Portugal e Gana, em Brasília.

Meses depois, quis o destino que eu estivesse morando em Brasília. E foi na Capital Federal que eu vivi um dos momentos mais legais da minha vida futebolística.

Já havia sonhado em ir para uma Copa outras vezes, meu maior sonho foi a Copa de 98, que não fui, claro. Mas também foi, em 98, que tive minha maior decepção em relação a Seleção Brasileira. Acabei virando a cara para o Brasil em 2002, já em 2006, comecei a olhar a Canarinho com um pouco mais de carinho, em 2010 a amarelinha conquistou um pouco mais de simpatia e 2014 fiz as pazes por completo com a Seleção Brasileira. O fator "Copa em casa" favoreceu um pouco, porque é claro que odeio a CBF e quero que o Marin e toda sua corja se danem. Mas estou falando de Seleção, de pátria, de Brasil e consegui separar minha torcida pelo Brasil e meu ódio pela CBF. (Sim, isso é possível!) Vesti a camisa por completo. Chorei, me emocionei, morri de nervoso e também de raiva.

Mais que vestir a camisa do Brasil, pude vivenciar a experiência de uma Copa do Mundo no quintal de casa. Jamais imaginei que um dia eu iria ver de perto tantos craques jogando na esquina de casa. Tenho a consciência que dificilmente vou viver outra experiência assim.

Meu primeiro jogo da Copa foi Equador e Suíça. Ganhei o ingresso da minha amiga e fui lá torcer pelos irmãos sulecos. Eles perderam, mas eu vi uma festa linda pré jogo com os equatorianos e pós jogo com os suíços.

Em seguida, presenciei a invasão colombiana em Brasília. Por onde andava tinha colombianos com suas camisas amarelas ou vermelhas e a esperança de ver a melhor Colômbia de todos os tempos. Tiveram um dos melhores jogadores da Copas, o James Rodrigues, uma pena que eles deram de cara com o Brasil.

Brasília também recebeu a Seleção Brasileira, e eu passei madrugadas em claro tentando comprar um ingresso. Não consegui. Mas fui para a porta do Monumental e lindíssimo Mané Garrincha interagir com o público. Ouvi o hino do lado de fora e bateu o aperto no coração, queria estar lá dentro, torcendo de verdade,  diferente daquele “sou brasileiro com muito orgulho...” eu queria estar lá incentivando o Brasil. Mas ali do lado externo do estádio foi impossível não se arrepiar durante o hino nacional.

Mas nada foi mais legal do que acompanhar a Seleção de Portugal contra Gana. Rever os amigos, gritar Lusa e transformar um pequeno espaço do Mané Garrincha em uma arquibancada rubro-verde.  Este foi o momento mais legal da Copa!

Poder reencontrar os amigos e colegas do Canindé em uma Copa do Mundo é muito divertido. Me senti em casa, mas não torcendo para os atacantes lusitanos e sim para o Cristiano Ronaldo, o melhor do mundo, mesmo decepcionando, ele ainda é o melhor.

Gritar Lusa e cantar o hino da Portuguesa minutos antes de uma partida da Copa do Mundo é a coisa mais legal do mundo. Neste dia vivi momentos inesquecíveis na minha vida. Nossa festa foi tão linda que fomos para nas páginas do Correio Braziliense.

Em seguida, mais madrugadas sem dormir tentando ingresso para França e Nigéria. E consegui. O jogo não foi dos mais legais, mas foi uma grande partida. O clima da arquibancada em uma Copa não é o mais legal do mundo, mas é diferente e isso explica a magia de uma Copa do Mundo.

Ainda prefiro sentar na arquibancada de concreto do Canindé do que em uma arena moderninha. Mas não nego que estar em uma Copa é muito, mas muito legal também.

Com França e Nigéria eu fechei meu ciclo dentro do Estádio, mas continuei minha saga por ingressos. Não consegui, mas o azar foi meu que cheguei tarde demais para a Copa.

Foi a Copa das Copas. Tudo deu certo, o Brasil e os brasileiros receberam muito bem os turistas, fizemos bonito em quase todos os quesitos. Menos dentro de campo.

Até o 7 a 1 foi divertido porque rendeu boas piadas e uma crítica enorme a Seleção Brasileira que precisa se reciclar e começar do zero para voltar a ser a melhor do mundo.

E a Copa acabou da melhor maneira possível e muito melhor do que imaginava. Venceu a melhor e mais simpática seleção, a queridíssima Alemanha.

Valeu a farra, a zoeira, a festa, os amigos que fiz e todo o legado que vai ficar na minha vida.

Valeu fazer os gringos tirarem fotos com a bandeira da Lusa e minhas tentativas de trocar camisas da Portuguesa por camisas das seleções.

Obrigada Copa por esse momento mágico. Obrigada Brasil. Fizemos bonito! Fizemos história!

E terça-feira começa a série B e uma fase nova (e dolorosa) na minha vida. Eu não sei como vai ser acompanhar a Lusa de longe, mas só de imaginar dá a maior dor no coração.

E bola pra frente...