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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Eu e o Olímpico

Fim de férias. Passei pelas sedes do Peñarol, Nacional, Boca Juniors, River Plate, Grêmio e Internacional. Vi tantas taças de Libertadores que enjoei. Sou mais feliz com a minha da Série B.

Vi as taças dos acessos do River e do Grêmio, tão importantes quanto às da Libertadores e Mundiais. Também assisti a dois jogos no Uruguai. Me encantei com o Nacional e me arrepiei com a torcida do Peñarol no estádio Centenário. É uma coisa mágica, indescritível. Quem gosta de torcidas deve assistir ao jogo do Peñarol.

Mas o mais importante: me diverti muito.

Morri de saudades da Portuguesa. Acompanhei cada segundo do jogo do Flamengo como se eu tivesse no Canindé e sofri muito com os últimos resultados da Portuguesa.Mas caminhamos para mais uma Série A...

Poderia escrever sobre o prazer que tive assistindo ao jogo do Nacional, no Gran Parque Central, ou sobre a emoção em estar na Tribuna Amsterdã, no meio da Organizada do Peñarol. Também poderia falar sobre os museus, o do River é mil vezes mais legal do que o do Boca, só que não está no circuito turístico de Buenos Aires.

 Mas o momento que minhas pernas tremeram foi quando avistei o estádio do Grêmio.

Nunca gostei do Grêmio e cada dia gosto menos, mas tive a curiosidade de conhecer o Olímpico. Faz parte da minha história e da Portuguesa. Não estive lá em 1996, mas o meu coração estava na arquibancada do Olímpico.

Quando dei de cara com o estádio, passou um filme na minha cabeça. Toda a emoção que senti em 1996, contra o Cruzeiro, o Atlético-MG e o Grêmio. Na época, com 13 anos de idade, mandei fazer bandeiras, comprei rojões e comemorei muito cada passagem até a final.

Chegamos na final, mas o difícil foi chegar ao Morumbi no dia do jogo. A cidade de São Paulo parou por causa da chuva. Enfrentamos o trânsito e chegamos ao Morumbi. Saí de lá com 2 a 0 e a certeza de que o time retranqueiro do Scolari e Cia. jamais faria dois gols na Lusa.

Eles fizeram. Lusa vice-campeã brasileira. Comemorei como se tivesse sido campeã. Pra mim, ela foi campeã. Hoje fui lá, lembrei de cada lance do jogo e daquele gol no finalzinho da partida. Chorei. 1996 foi especial, não só pela Lusa, mas por motivos particulares.

O Olímpico tinha uma dívida comigo, eu acertei hoje com ele. O estádio será destruído, mas ficará a lembrança do dia em que a Lusa perdeu o título Brasileiro nos minutos finais da partida.



sábado, 20 de outubro de 2012