Campeã, campeã, campeã... Não foi o jogo mais legal da Lusa, foi apenas mais uma goleada, uma goleada comum. Acho que fiquei muito existente em relação à Portuguesa, me acostumei com bons jogos, belos gols e muita emoção.
A Lusa apenas se despediu Canindé e da torcida com um resultado bonito no placar. Foi bom para descontar todas as derrotas e empates diante do Duque de Caxias. Inclusive do jogo do primeiro turno. Acho que aquele 0 a 0 foi a partida mais chata do campeonato.
No dia anterior ao jogo de despedida, Jorginho, Edno e o Weverton haviam prometido uma goleada em cima do Duque, eles também queriam fechar os jogos no Canindé com chave de ouro.
E, na sexta, lá fui eu para o Canindé. Cheguei cedo, coisa fora comum, estou acostumada a chegar sempre em cima da hora. Mas queria ver o clima e aproveitar ao máximo a festa. Era o último jogo, a despedida. Queria aproveitar tudo!
E aproveitei. Conversei com um, com outro, encontrei amigos do passado, pessoas novas, leitores do Boteco, amigos mais recentes... E o tempo passou rápido. Tão rápido que nem vi o primeiro gol... Estava conversando.
Depois tentei entrar no clima da festa e da despedida.
Despedida do ano que coloquei a Lusa como prioridade na minha vida. Despedida do Canindé, despedida do melhor campeonato do mundo.
Vi os jogadores fazendo o que fizeram o campeonato todo. Eles mostraram força, garra e perseverança, em um jogo que só valia a festa. Sim, eles merecem muito o título: Time de guerreiros!
Durante o jogo, o Edno correu como um gigante. Acho que ele queria fazer o gol que tinha me prometido no dia anterior. E merecidamente, fez. Eu comemorei muito! Fui uma das pessoas que mais criticou o Edno, mas hoje tenho que agradecê-lo pelo título!
Os 90 minutos passaram voando e, mais uma vez, eu comemorei e gritei: é campeão! Nem sei há quantas rodadas estou comemorando. Mas sei que mereço comemorar e vou continuar no clima.
O jogo acabou, recebemos a taça, e fiquei emocionada mais uma vez. Também me emocionei pela alegria do Ismar, torcedor apaixonado, que veio direto de João Pessoa para o último jogo no Canindé.
Por fim, enquanto todos observavam a comemoração do Marco Antônio e demais jogadores, não posso esquecer o belo gesto do nosso capitão em ir buscar o Jorginho no vestiário, parei e fiz um pequeno
flashback do meu ano: as pessoas que passaram, os amigos que fiz, os jogos inesquecíveis, os gols, minhas paixões, a chuva que tomei na Ilha do Retiro, os insultos que tomei no Moisés Lucarelli, o frio que passei em alguns jogos no Canindé, as viagens pelo interior, a ausência do meu ingresso de Criciúma e Lusa etc... Foram 28 jogos, duas derrotas (ABC-RN, Vila Nova), cinco empates (Americana, Bragantino, Boa, Criciúma e Sport) e grandes e inesquecíveis vitórias. Foi um ano perfeito!
Olhava para o gramado, para a torcida, olhava para o nada com a sensação de dever cumprido. Fechei um ciclo na minha vida... Tudo que sempre sonhei, consegui... Eu já tenho um título!
Deveria ficar alegre, mas fiquei triste... Triste pelo fim de um campeonato tão bacana. O que será da Portuguesa em 2012? Ninguém sabe. E, espero que o projeto do Jorginho dê certo para continuarmos crescendo e mostrando nossa força. Espero que a diretoria pense grande e que daqui para frente a torcida da Lusa possa comemorar cada vez mais.
O que vai ser de mim? Eu também não sei, talvez eu continue indo em todos os jogos, talvez eu abra mão de alguns. Preciso seguir meu caminho, porque eu acredito que a Lusa está no caminho certo e eu ainda não achei o meu lugar ao sol...