sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

O último degrau da arquibancada mais alta


Sabe aqueles dias em que tudo que pode dar errado, dá errado? Tem gente que fala que é a tal lei de Murphy. Um amigo diz que é a Lei do Eddie Murphy, uma amiga fala que é a Lei da Smurfete e eu digo que é a lei da sobrevivência e essa tal lei vive me testando. E assim foi minha quarta-feira repleta de Murphy´s, Eddie Murphy´s e Smurfetes.

Cheguei atrasada em um estádio vazio, novecentos e poucos corajosos, guerreiros, sofredores, apaixonados em busca de futebol, diversão, bolinho de bacalhau, tremoço, amigos...

Apesar do verão, fazia frio e garoava. Fui para um canto qualquer da arquibancada observar o time da Portuguesa. Não contente com aquela garoa, subi até o último degrau da parte mais alta do Canindé para me esconder da chuva e ver o jogo. Estava com sede de vitória.

Fazia muito tempo que não acompanhava uma partida do degrau mais alto do Canindé. Tanto tempo que nem lembro o jogo, mas aposto que chovia.

O tempo passou, e a garoa ficou ainda mais forte. Eu ali, sozinha, no lugar mais alto do Canindé me perguntava: O que estou fazendo aqui?

A explicação.

Minutos depois, a Portuguesa abriu o placar com Moisés. Ufa! A Lusa tinha desencalhado! Enfim, um gol. Um gol do meu time, porra! Mas não tinha ninguém conhecido para eu compartilhar minha alegria.

Minutos depois, o segundo gol. Diego Viana! Olhei para o moço do meu lado e perguntei: foi o Diego Viana? Ele respondeu: foi! (quase falei: me belisca, por favor! Mas achei mais prudente deixar pra lá). Fiquei ali observando a comemoração do Viana. Em segundos, ele pulou, se jogou no chão, imitou um saci e eu tive a sensação de que nem ele estava acreditando no gol (ou seria um milagre?). Mas sim, foi o Diego Viana, e não era alucinação! Os desconhecidos do meu lado estavam surpresos com o gol dele. Eu, ali do último degrau da arquibancada mais alta, vi o gol do Diego Viana. Comemorei!

Acabou o primeiro tempo, eu ainda excitada com o gol do moço com tiara, desci os degraus da parte mais alta do Canindé e fui para as cadeiras me esconder da chuva e compartilhar com os amigos a alegria de ver o gol (o milagre) do Viana.

No segundo tempo, o Viana ainda deu um passe para o Cordeiro e marcou mais um gol. Comemorou. Foi substituído e foi aplaudido. Aplaudido para ganhar moral, sabemos que foi uma fatalidade. (Ele nos enganou com os gols, nós enganamos ele aplaudindo. Foi uma troca). Mas espero que ele prove que foi categoria (putz) e não uma obra do acaso. A vitória por 4 a 0 deixou a torcida (um pouquinho) menos impaciente. E aumentou o ânimo dos jogadores.

Foi uma noite inesquecível! Não pela vitória de 4 a 0 diante do fraco Grêmio de Osasco, nem pela chuva e frio, nem pelos gols do Viana.  Mas ali da parte mais alta do Canindé só tive uma certeza: Mesmo vazia, a arquibancada é meu ambiente e lá eu me sinto bem independentemente da chuva, do frio, dos gols, da falta de gols, do Murphy e do cansaço que senti subindo até lá....


(P.S. - Por causa da Lei de Murphy me atrasei, mas dois garotos dos Leões me salvaram e fui com eles até o Canindé. Eu não sei o nome dos garatos, mas sei que são da bateria da torcida. Quando chegamos, cada um foi para um canto e nem tive tempo de agradecer pela companhia e ajuda). 

(Vejam a comemoração do Diego Viana) 


2 comentários:

Carlos Otávio disse...

neste video não consigo identificar qual foi a tv que filmou o jogo por acaso se souber me informe.Parabens pela materia muito boa.

Michelle disse...

TV Osasco