domingo, 15 de dezembro de 2013

Somos heróis

Não importa se estávamos em 300, 400 ou 700. Eu chuto uns 500, mas o número exato é o que menos reflete no resultado final.

Nós estávamos lá. Deixamos de lado as compras de Natal, o passeio com o namorado (a), a tarde ensolarada em um parque, o almoço em família, o bar com os amigos e fomos para a Avenida Paulista com um propósito: Mostrar para o mundo que a Portuguesa não errou e que o resultado final do Campeonato Brasileiro deve ser aquele que o time conquistou em campo. Terminamos o Brasileirão com 48 pontos, não podemos e não é justo que a equipe seja rebaixada.

No vão do Masp, pudemos expor todas as nossas indignações para quem passava pela Avenida Paulista. E aqueles que achavam que não iria aparecer ninguém da imprensa, se enganaram. Toda a mídia estava lá, TVs, rádios, portais e até estudantes de jornalismo procurando pauta para o próximo trabalho acadêmico.

Somos o assunto do dia. Fomos o assunto da última semana. Seremos o assunto dos próximos dias independente do resultado de segunda-feira.

Ontem, ali na Paulista, mostramos que somos enormes. Nelson Rodrigues disse que os outros times eram grandes e apenas o Fluminense é enorme. Não, Nelson. A Lusa é enorme pela coragem e por lutar contra um sistema que está sempre prejudicando o clube rubro-verde. Ao contrário do Fluminense.

Amanhã, segunda-feira, a Portuguesa vai enfrentar umas das maiores decisões de sua história, triste destino decidir um futuro fora dos campos, um destino que foi imposto para a Portuguesa. E independente do resultado, uma vitória nós já conseguimos: Mostrar que a Portuguesa é muito maior do que imaginavam.

Somos heróis!

Nós, torcedores, sempre soubemos da grandeza da equipe rubro-verde. Para os outros sempre fomos um time que a torcida que cabe dentro de uma Kombi.

Nossa história, nossos glórias, nossa camisa, nossa torcida não merece um rebaixamento no tapetão. Queremos a honra, a ética e a dignidade do futebol.

Sabemos que se a Lusa tivesse caído dentro de campo, o rebaixamento seria justo. E subíramos no próximo ano, com dignidade. Foi assim todas as vezes que caímos. Eu não me importo de estar na Série B e se precisar vou vestir a camisa na C também, acompanho e acompanharei a Portuguesa independente da divisão. Mas não abro mão que as quedas sejam justas e os acessos também.

E como diz o nosso hino, “Vamos à luta ó campeões...” Somos os campeões da moral. Somos campeões pelas nossas lutas que valem três pontos, somos os campeões dos campeonatos que acabam, mas não terminam pra gente... Somos campeões pela nossa garra e nossa luta contra um sistema que insiste em dizer que a Portuguesa não se enquadra no futebol moderno. Somos heróis e campeões!

Se o STJD quer justiça, que ele faça a justiça do bem, a justiça correta, a justiça da moral, a justiça dos que estão certos, a justiça daqueles que venceram dentro de campo... Que a justiça faça a justiça!

2 comentários:

Dimas Junior disse...

Olá... Meu nome é Dimas, sou verde e branco, da Zona Oeste, e saúdo vocês, hoje e sempre... Deixo aqui, insignificantemente, o que escrevi no meu mural...
Hoje, 16 de dezembro de 2013, o Futebol - De verdade - no Brasil, foi assassinado...
Felizes estão os bandidos uniformizados - Que desonram a paixão das cores e das arquibancadas... Até porque desconhecem o significado da palavra "paixão"...
Felizes estão os canalhas engravatados - Que "ajeitam princípios" ao sabor dos interesses do momento... Até porque desconhecem o significado da palavra "princípios"...
Feliz está o "mercado do futebol", que, como diz o Mestre Giorgetti, "ignora o valor de noções como honra, altivez, brio e orgulho próprio."
Até porque não tem Alma, e qualquer coisa, inclusive Futebol, sem Alma, é nada...
Hoje, 16 de dezembro de 2013, o Futebol - De verdade - no Brasil, foi derrotado... No tapetão...
Vitoriosos foram os que veem, no futebol, o poder e o dinheiro...
Ou, talvez, um meio a mais de expressar a sua desumanidade...
Derrotados fomos nós, que vemos, no futebol, a Cultura... A História...
A beleza e a dor, das vitórias e das derrotas, conquistadas e sofridas na cancha... E apenas na cancha...
Talvez, neste - vil e desprezível - "antigo país do futebol", o próximo passo seja - Quem sabe... - transformar locais como, o Canindé, o Jayme Cintra, o Francisco Stédile, a Javari, em "museus"... Sugiro a placa: "Aqui, neste local, vivia-se uma paixão nacional chamada 'futebol'... As pessoas que frequentavam este lugar, o faziam - Apenas - por uma inexplicável emoção, chamada 'Amor'... Amavam suas cores, independente do tamanho da sua expressão, e, assim procedendo reafirmavam, um pouco, a sua humanidade, representada por onze camisas..."

PAULO VENTURA disse...

Eles conseguiram...me fizeram desgostar ainda mais do futebol. Desde os meus 10 anos de idade eu sonhava com o dia que haveria uma Copa do Mundo no Brasil, vibrei com a escolha do Brasil, finalmente veria a copa no Brasil, pensava se estaria vivo para vê-la, vibrar, torcer pelo Brasil. Com o passar do tempo, os preparativos mal feitos, a corrupção, as negociatas, os superfaturamentos, as mentiras lançadas ao povo por conta desse evento fui ficando desgostoso com isso.....Hoje jogaram a última pá de cal em meus sentimentos com o futebol brasileiro. Podemos boicotar os produtos, os bancos et, mas o maior boicote que farei ao futebol brasileiro é não torcer por esse país nesse evento, mais do que isso, torcerei contra, torcerei pela Argentina, pois uma derrota do Brasil nessa copa será uma derrota para o futebol brasileiro, será a humilhação perante o mundo...a Derrota do "melhor futebol do planeta" em seu território. Irá para o saco junto com a CBF e todo o "stabilishment" que a envolve.